terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Central Hip Hop


Central Hip Hop é o nome do programa de Rap Nacional idealizado por DJ Raffa e DJ Jamaika. Dois dos maiores nomes do Hip Hop do DF e Brasileiro. O programa têm o intuito de gerar conteúdo sobre a cena da cultura urbana do DF e Entorno além do Brasil e do Mundo através de informação, música, entrevistas e curiosidades. Não percam. O programa vai ao ar todos os domingos as 17:00 nas OK FM 104,1. O lançamento será em 05 de Fevereiro de 2017.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Baseado nas Ruas Procure seu lugar

Está finalmente no forno o no CD do Baseado nas Ruas. Apos mais de 10 anos sem lançar musicas novas DJ Raffa e Markão lançaram em 2013 a música "Guerrilheiro Voltou" que ganhou o Prêmio Hip Hop Zumbi como a melhor música do ano e em seguida lançaram a música através do videoclipe "Procure o seu lugar". Confiram o video:


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

GRV vai administrar toda obra dos 30 anos de carreira do DJ Raffa Santoro 21 Jan 2015

Por Luciano Lima - Papo Firme

Na última terça-feira, dia 20 de janeiro, tive a honra de receber no Programa Papo Firme, que vai ao ar toda terça, das 20h às 22h, na Rádio Federal, o produtor, músico e proprietário do selo GRV Gustavo Ribeiro Vasconcellos. Falamos sobre o primeiro Prêmio Profissionais da Música, uma premiação inédita no Brasil que acontece no primeiro semestre de 2015, e recebi de presente trabalhos de vários artistas brasilienses que fazem parte do casting da GRV, como Alysson Takaki, Atitude Feminina, Celson Salim e The High Head Hunters.

No entanto, os maiores presentes foram as notícias de que a GRV vai tomar conta de toda obra do DJ Raffa Santoro e que os 30 anos de carreira de um dos maiores produtores de DJs do Brasil terá continuidade em 2015. Não nego para ninguém a admiração que tenho pela história e obra do filho do maestro Claudio Santoro e da bailarina Gisele Santoro. Não tenho nenhum receio em dizer que foi o DJ Raffa que abriu as portas do hip hop feito no Distrito Federal para o Brasil. Além da carreira solo e de ter participado dos grupos DJ Raffa e Os Magrellos e Baseado nas Ruas, Raffa produziu diversos grandes nomes do rap nacional, entre eles GOG, MV Bill, Dina Di, Sistam Negro, Viela 17, Atitude Feminina, Demenos Crime, Provérbio X, Câmbio Negro, Alibi, entre outros. 

Em breve, toda a obra do premiado produtor e DJ Raffa Santoro estará à disposição para download. E detalhe: será toda obra, inclusive discos dos grupos DJ Raffa e Os Magrellos e Baseado nas Ruas. Será um grande presente para Brasília e para o hip hop nacional. Estamos na expectativa.





sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eleições 2014: Congresso Nacional permanecerá desigual nos próximos 4 anos



Os resultados do 1º turno das Eleições 2014 infelizmente demonstram que o Brasil não avançou na equidade e representatividade na política. Negros(as), mulheres, indígenas e jovens continuarão sub-representados nos próximos 4 anos no Congresso Nacional. Importante ressaltar que, pela primeira vez na história, o Brasil tem o dado oficial do perfil racial do Parlamento, informação que pode passar a impactar o debate sobre democratização do processo eleitoral e acesso aos espaços de poder de grupos historicamente excluídos da vida política.

Os dados são desanimadores: para o cargo de deputado federal, foram eleitas somente 51 mulheres (9,9%), ao passo que se elegeram 462 homens (90,10%); no Senado foram 5 mulheres (18,5%)  e 22 homens (81,5%). Considerando então o Parlamento como um todo (540 cargos), as mulheres representam 10,37% – em 2010 foram 9,2% de um total de 567 cargos. Das mulheres eleitas, 12 se declararam negras, 11 na Câmara e 1 no Senado. Importante ressaltar que pela primeira vez na história os partidos conseguiram cumprir a cota de equidade de gênero imposta pela Lei 9.504/97, mas os dados demonstram que estas candidatas não conseguiram chegar ao poder. Deve ser dito, ainda, que a cota apenas determina o mínimo (30%), mas o ideal seria ter paridade entre homens e mulheres em todas as etapas do processo eleitoral.

Os Estados que tiveram maior número de mulheres eleitas foram São Paulo e Rio de Janeiro, que elegeram 6 mulheres cada, seguidos de Minas Gerais, com 5 mulheres eleitas. Espírito Santo, Paraíba, Mato Grosso e Rio Grande do Sul não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados federal. Quanto aos partidos políticos, os que mais elegeram mulheres foram o PT (8 Deputadas Federais e 1 Senadora) e o PMDB (7 Deputadas Federais e 3 Senadoras), seguidos do PSB e PSDB com 5 Deputadas Federais cada.

No que diz respeito à questão da auto-declaração quanto ao quesito raça/cor, nenhum indígena foi eleito para o Parlamento Federal. Quanto aos negros, foram eleitos para a Câmara 106 candidatos que se auto-declararam negros (somatória de pretos+pardos), representando 20,7% do total: os brancos foram 407 (79,3%). No Senado, foram eleitos 5 negros e 22 brancos. A composição total do Congresso Nacional, portanto, é de 20,5% de negros e 79,5% de brancos. Considerando que a população negra no Brasil representa 52% da população, podemos dizer que o Legislativo não reflete, mais uma vez, a composição étnico-racial da sociedade. O partido político que elegeu mais negros foi o PT (18 Deputados), seguido do PSB (10) e PRB (10). No Senado, os 5 negros eleitos pertencem aos partidos PT, PSB, PP, PDT e DEM.

Quanto à idade dos candidatos eleitos, 4,3% tem menos de 29 anos, significando que os jovens também seguiram sub-representados, já que entre as candidaturas representavam 6,8% do total (considerando todos os cargos), e 6,4% concorrendo para Câmara e Senado.

Em outubro de 2014, o Inesc realizou o Seminário Desigualdades no Parlamento: Sub-representação e Reforma do Sistema Político, onde apresentou os dados com relação ao perfil dos candidatos e candidatas às Eleições 2014, considerando as variáveis sexo, raça/cor e idade, em relação com a distribuição regional e partidos políticos. À época, os dados demonstraram que as candidaturas continuavam a refletir desigualdades intrínsecas da sociedade brasileira com relação às relações de gênero e étnico-raciais, assim como geracional. O resultado das eleições demonstra que, na corrida eleitoral, isso se agrava, e equidade ficou comprometida.

Isso pode ser explicado por um conjunto de fatores que interferem no voto: desde o financiamento privado de campanhas, que geralmente são canalizados para candidatos homens, brancos, com maior poder aquisitivo e que acabam por ter mais tempo de exposição na mídia; até a própria discriminação do eleitor em relação a determinados perfis, dado que ainda não superamos o racismo e o sexismo em nossa sociedade.

Os dados quanto ao perfil das candidaturas devem ser alvo de reflexão pela sociedade. Um primeiro passo, deve ser pensado como realizar um ajuste imediato no processo eleitoral, visando a promoção da equidade de gênero e raça, por exemplo estabelecendo cotas para negros e negras nos partidos. A longo prazo, a Reforma do Sistema Político deve ser discutida de forma ampla e democrática, a fim de que a própria estrutura do sistema político seja aperfeiçoada, alterando critérios para composição partidária, o formato das campanhas e as regras para votação: destaca-se o urgente e necessário fim do financiamento privado de campanha, hoje, o fator que mais promove desigualdades no Parlamento, e que também é um aspecto que gera a corrupção generalizada nos partidos.

                                                     Por: Carmela Zigoni, assessora política do Inesc

CORRIDA ELEITORAL*
CANDIDATURAS
ELEITOS
Mulheres
Negros (homens + mulheres)
Mulheres Negras
Indígenas
Jovens
Mulheres
Negros (homens + mulheres)
Mulheres Negras
Indígenas
Jovens
2277
2965
998
27
466
56
111
12
0
23

Fonte: TSE, 2014. Elaboração: Inesc.  
*Dados relativos às candidaturas para Câmara Federal e Senado.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DJ Raffa 30 anos de Hip Hop

Vem aí o mais novo projeto intitulado "DJ Raffa 30 anos de Hip Hop". Um CD coletânea com cantores e grupos do Brasil inteiro. Grupos e cantores já consolidados que DJ Raffa ainda não produziu e novos talentos a serem apresentados que ainda não tiveram chance de mostrar seu trabalho.

Foto: Thais Batalha



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Lei da Cultura Viva


Enormes foram os esforços, ao longo de quase 10 anos, de diversos movimento sociais das culturas do país para que esse momento fosse celebrado. A aprovação da Lei Cultura Viva traz novas possibilidades para trabalhadores da cultura, nos rincões do Brasil.

Depois de aprovado no Senado o Projeto de Lei 757/2011 esta na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, o deputado Federal Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) já se comprometeu durante a V Teia Nacional, o mais importante evento dos Pontos de Cultura, a trabalhar pela sua rápida aprovação.
Cultura Viva propõe um novo conceito de política pública.
São as organizações culturais da sociedade que ganham força e reconhecimento institucional ao estabelecer uma parceria, um pacto com o Estado. Aqui há uma sutil distinção: o Ponto de Cultura não pode ser para as pessoas, e sim das pessoas; um organizador da cultura no nível local, atuando como um ponto de recepção e irradiação da cultura.
Como um elo na articulação em rede, o Ponto de Cultura não é um equipamento cultural nem um serviço. Ele é um processo permanente de transformação social.
Seu foco não está na carência, na ausência de bens e serviços, e sim na potência, na capacidade de agir de pessoas e grupos, compartilhando soluções para desafios comuns.
O Movimento segue atento à tramitação da lei e promete mobilizar atores do setor cultural de todo o Brasil para estarem em Brasília na próxima terça feira, quando o projeto será votado na Câmara dos Deputados.
A Lei prevê que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais, além de garantir uma política cultural permanente do Estado Brasileiro.
Com a aprovação e execução da Lei, desburocratizaria o processo de financiamento e simplificaria os procedimentos de prestação de contas para entidades e coletivos formais e informais de cultura. Seria criado um Cadastro Nacional dos Pontos de Cultura, como instrumento pelo qual Estado e sociedade poderiam fiscalizar e acompanhar o repasse e a utilização dos recursos públicos, com transparência e controle social.
A transformação do Programa Cultura Viva em Lei Federal está a um passo de ser finalmente consumada. O projeto de lei segue para sua promulgação no Congresso na próxima terça-feira (10/6), onde deverá ser aprovada e levada para a sanção final da presidente Dilma Rousseff.
Assine a Petição da Lei Cultura Viva:http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2011N8759




terça-feira, 31 de dezembro de 2013

"Até aonde o coração pode chegar"

As pessoas que acompanham o meu trabalho desde o final dos anos 80 como produtor musical e conhecem a minha trajetória, pelo meus grupos, ou pelas minhas produções, ou até pelo meu livro sabem que não sou o tipo de pessoa de falar de trabalhos que eu participo, ou que esteja totalmente responsável do inicio ao fim. Não por falta de consideração mais pelo simples fato de ser uma pessoa "desligada" quando se trata em divulgar o "DJ Raffa" como artista, produtor e educador. Alguns falam que e "humildade" mais outros me alertaram que infelizmente vivemos em uma época que se não estivermos constantemente informando o que fazemos através das redes sociais mostrando que estamos vivos... seremos aos poucos esquecidos. Alem de sermos ofendidos por alguns que em uma roda de conversa ou lançamento de clipe perguntam: Mais o "Raffa" ainda está na ativa?... Engraçado que quem faz essa pergunta sempre se diz seu amigo, chegado e admirador do seu trampo mais pelas costas deseja que você já esteja morto profissionalmente a muito tempo. 
Tenho pena porque nunca estive tão na ativa! Sempre costumo falar que me considero um artista reciclado que conseguiu atravessar a barreira das gerações e estar trabalhando tanto com a "velha escola" e com a "nova escola" apesar de eu achar isso esteriótipos encontrados para separar as gerações quando ao meu ver elas juntas tem muito mais a contribuir umas com as outras.
Acredito muito na nova geração de produtores e até beat Makers mais ao mesmo tempo acredito nos meus ensinamentos e convicções, e que a produção musical jamais vai se limitar a um beat.
Pra mim produzir um disco inteiro, dar a sua cara em um trabalho sem tirar a autenticidade do artista, ainda continua sendo um dos maiores desafios em uma produção musical. Produzir não é só apertar botão, usar um bom software ou retocar um sampler. E visualizar o produto final desde o começo. E discutir muito!! Estúdio e isso "relações humanas".
Mais todo esse "preludio" serviu apenas para eu falar de um dos últimos trabalhos que eu produzi em 2013 que foi o CD do grande artista "Crônica Mendes" intitulado "Até aonde o coração pode chegar".
Posso dizer que foi para mim um dos melhores discos que eu já produzi. Não só porque o artista em questão para mim é um dos melhores no Brasil, mais porque fomos amadurecendo nossa amizade no processo do trabalho que claro gerou muitas discussões e muitas alegrias. No final o importante foi a confiança depositada de ambos e a liberdade de opiniões em cada musica e o respeito acima de tudo. Que para mim é o mais importante.
O que posso dizer desse disco produzido por mim?.... Não posso dizer nada!!! Vão na loja e comprem. Vão na I Tunes e baixem. Garanto... que não vão se arrepender. Não foi u disco feito em "um mês" ou "uma semana". Demorou quase um ano!! Não que a demora seja motivo de qualidade.... Mais foi motivo de cuidado para que tudo ficasse do jeito que deveria ser.